Diário de Bordo de Kelma Lima




 06/03/12
Laboratórios de criação e práticas artísticas, ementa “Improvisação e Palhaçaria”, professor Demian Reis, IHAC/UFBA, primeiro dia de aula. Fui acometida por uma explosão de sensações decorrentes da expectativa de conhecer o novo que me esperava. Confesso que fiquei com um pouco de medo, por que nunca tive muito afinidade com teatro e quando realmente soube do que se tratava, oficinas de palhaçaria, não gostei muito da ideia.
Começamos a aula com um momento de apresentação da disciplina, alunos e professor o que achei muito importante para a descontração da turma: contamos histórias, experiências, vivências que ficaram marcadas em nós com relação ao palhaço. Logo me lembrei de uma experiência que, para mim, não foi muito agradável, que passei há algum tempo atrás na qual estava assistindo um número de palhaços e um deles me chamou para participar, foi um número muito divertido, porém eu não gostei da ideia das crianças e do palhaço rindo de mim. A partir daí comecei a evitar tudo o que estava relacionado com palhaço, fui algumas poucas vezes em circos, mas sempre me sentava muito distante para que não ocorresse novamente o que citei.
Fiquei surpresa com o que me foi apresentado, apesar de ser um componente que abrange mais prática, tivemos um momento de teoria super importante, com a leitura do texto A ética do riso, de Alice Viveiros de Castro, pude esclarecer algumas dúvidas relacionadas ao humor: Conhecer o que está por traz daquele nariz e maquiagem que me despertava medo, perceber o palhaço com outro olhar, não reduzindo a apenas aquilo que internalizei quando tinha aproximadamente 11 anos.
Da aula prática achei interessante a relação do palhaço com quebra de práticas socialmente determinadas, momentos de descontração e por fim extração de uma alegria que por algum motivo está escondida dentro de nós.




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