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Mostrando postagens de Novembro, 2011

"A verdade em jogo ou os papéis da palavra verdade no jogo do faz de conta", Meran Vargens, resenha por Virgínia de Andrade Santiago

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Com o objetivo de trabalhar o valor da palavra verdade no trabalho técnico-expressivo vocal do ator, a atriz, diretora e professora de Teatro Meran Vargens, inicia seu texto trazendo para o trabalho do ator a perspectiva do jogo de faz de conta. Ela busca, assim, facilitar a incorporação e desincorporação de personagens pelo intérprete, fazendo com que ele entre e saia do papel que lhe foi incumbido com mais facilidade. Assim como o trabalho da voz, para Vargens, na dinâmica do jogo favorece ao ator ter uma maior expressividade nas suas esferas física, mental, energética e estética-poética. Contudo, esse jogo possui regras. Ao contrário do jogo de faz de conta das crianças em que elas jogam consigo mesmas, o jogo dos adultos, do teatro exige a presença do espectador, com quem o ator forma um elo em que ambos definem em si condições específicas de consciência. E, se quebrada essa ligação, o jogo é abalado e dá espaço à mentira. Por isso o papel tão importante da verdade na produção tea…

a minha avozinha, por Cristiane Grando

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poema inspirado no espetáculo “Los cuentos del rebozo”, do grupo Aquelarre Teatro (México)
“… só quem renunciou a si mesmo e a controlar sua vida” despertará espontaneamente…“La iluminación zen”. Rubén H. Ríos
vive longe a minha avozinha e eu lhe escrevo conto contos de todas as partes
do meu país  encho minha memória de pássaros e fotos para lhe mostrar em um contínuo estado de paz a fluidez e a liberdade do mundo: a clara consciência das folhas
ao escrever e ler contos para a minha avozinha sou espontânea sem querer sê-lo
escrevo sem apegar-me a nada para perder-me em minhas histórias e jamais encontrar uma saída lógica
porque mais vale a imaginação (iluminá-la no meio da noite)
e porque tudo se transforma



“O riso dos Hotxuás” e intercâmbio de palhaçaria por Nelson Junot Borges

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           O contato com um mundo diferente do que estamos inseridos e acostumados pode nos fazer refletir e reparar como as vezes não damos o verdadeiro valor a coisas que parecem pequenas ou passam desapercebidas em nossas vidas. Durante um curto período pude ter uma breve convivência com Ahprac Krahô, um índio da tribo Krahô que passou uma curta temporada em Salvador a convite do professor e palhaço Demian Reis para um “intercâmbio de palhaçaria”. Ahprac é um Hotxuá, espécie de palhaço da sua tribo e foi uma das atrações do HeinComTraço, que ocorreu na capital baiana durante o mês de outubro de 2011. Ele fez algumas participações e exibições durante a aula e no IHAC, o que nos permitiu conhecer um pouco mais da sua realidade.             O primeiro ponto que me chamou atenção no índio foi o orgulho e a preocupação que ele apresentava com a sua língua. Ele sempre fazia questão de falar tudo duas vezes, a primeira em Krahô e a segunda em português. O que aos ouvidos de muito pode pare…

aquele sorriso (poema para Tataravó) por Cristiane Grando

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“Tataravô” / “Tatarabuelo”: Alexandre Casali, Celo Costa, Demian Reis. Arquivo / Archivo: FITIJ.
aquele sorriso
são amorosos e espontâneos os baianos! para os meus amigos Paloma Jorge Amado, Alê Casali, Demian Reis, Celo Costa e Alexandre Carvalho poema inspirado no espetáculo “Tataravô” (Brasil)


o sorriso vem de dentro sim o meu corpo está pedindo um sorriso de dentro dos olhos
um sorriso que de dentro venha dos olhos que vale mais que mil sapatos
porque posso andar descalça a pé posso eu posso andar
por isso sou viajante e canto e choro de alegria e saudade sou caminante
sou uma e só caminho pelas ruas praças, portos, estradas de terra voo por meu país e por tantos outros
sempre em busca de um sorriso
de um palhaço daquela infância perdida no tempo ou de um amigo antigo de um novo amigo talvez
para que me reencontre ao lhe dar um beijo no rosto
ah, deixa entrar a luz do vento o sorriso nos olhos o voo
deixa entrar
meu coração não se cansa canta o Caetano o coração não se cansa de dar receber
meu coração não se cans…

Resenha de Banquete 1, Terrorismo Poético (Thiago Enoque) por Lucas Andrade de Oliveira

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Fui ao teatro Gamboa Nova sem muita expectativa pois não sabia o que eu iria encontrar,  não tinha escutado ninguém falar sobre a apresentação, e só o que eu sabia era o que estava escrito no panfleto do Gamboa que falava sobre um espetáculo de transgressão e bufonaria.             No momento em que me sentei no teatro, eu estava emocionalmente neutro e um pouco cansado. A apresentação começou, o palhaço Sabiá entra com um cesta de frutas e uma mesa dobrável no braço, daí ele começa a fazer um número com a mesa fingindo que não conseguia abri-la e se embolando com ela seguido de algumas pantomimas com uma “abelha imaginária”.             Eu não estava achando aquilo engraçado, não via nada fora do convencional e esperado, senti até um pouco de vergonha por ele porque ninguém estava rindo... queria esboçar um sorriso solidário. Pensei “Bufonaria? Transgressão? Miserável, usou um golpe de marketing!”, pensei também que ele poderia ser principiante.             Então ele realizou…

Tataravó apresenta em Santo Domingo, República Dominicana no Festival Ibero-americano de teatro infanto-juvenil, 2011.

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Resenha sobre o Grande Hein?contraço de Palhaços por Valnéa Almeida Vilas Boas

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Assisti aos espetáculos do Heimcontraço de palhaços no Campo Grande no domingo dia 23 de Outubro de 2011 e fiquei encantada com a beleza dos números, a primeira apresentação foi do Grupo Nariz de Cogumelo, daqui mesmo de Salvador, com o espetáculo “O Salone”.  Eles encenaram em trio os episódios que se passavam em um salão de beleza, com uma faxineira chamada Fura bolo que gostava de cantar e dançar enquanto varria o salão, o Cabelereiro estressado (Penthola) que perdia a paciência com as trapalhadas de Fura bolone (como ele chamava a faxineira) e a cliente que ele também chamava de Clientone. Inicialmente a dupla Fura-bolo e Penthola fizeram uma apresentação em que pude observar características do Branco e Augusto, porque o cabeleireiro sempre fazia a faxineira de boba, era o autoritário, o que mandava fazer, e ela ia lá e fazia, tudo atrapalhado como tinha de ser, e dessa forma arrancava muito riso da platéia,  depois de um tempo entra a terceira personagem que é a cliente e esta de…