Um festejo a Felícia de Castro, pelo espetáculo "Rosário".

O espetáculo quase que não tem texto. O texto é o corpo da atriz, e a voz dela. Mas a voz é o corpo, né!? Voz é vibração de corpo. O corpo tornado gemido, outras vezes sorriso, choro-canção, silêncio...

Tudo o que tento fazer com poesia ela faz com o corpo:

expressão livre de discursos. Livre de panfletos. A consciência não como gramática, mas como marcas e fluxos do corpo. Corpo-consciência. Gesto que incomoda e seduz por tão indizível que é. Por tão completo que é. Ato que força o público a fermentar as suas próprias sensações. Suas próprias idéias. E que os discursos sejam como o público: multifacetados.

Ali - no corpo da atriz - [entidade encarnada] todos os elencos se fazem desnecessários.



Para acessar informações sobre o espetáculo "Rosário", (monólogo da atriz Felícia de Castro) a partir do qual escrevi estas palavras (povoadas de encanto), basta fazer um clik no link abaixo:

www.espetaculorosario.blogspot.com
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
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